Uma vitória contra a arrogância
Por Equipe de Redação do Contexto Político · 26 de outubro de 2026

A vitória de Lula foi histórica por vários motivos. Tornou-se uma tautologia tratar este assunto enfatizando este aspecto. Lula venceu a arrogância inerente ao bolsonarismo, que já comemorava a vitória antes do tempo, definindo, inclusive, nomes que deveriam ocupar algumas pastas, a exemplo do coach Pablo Marçal, que ocuparia o Ministério da Prosperidade. Segundo dizem, foi o empresário que orientou Flávio durante o debate da Rede Bandeirantes, onde ele aparece, o tempo todo, fungando no cangote de Lula e fazendo gestos. Mesma técnica adotada por Donald Trump nos Estados Unidos. Outra demonstração da arrogância e insensibilidade dos bolsonaristas foi aquela fala infeliz do candidato sobre os "nove dedos", que causou profunda indignação entre os brasileiros e brasileiras. Zombar é característica de gente ruim, de má índole. Como mau perdedores, ainda na ressaca da derrota, estão surgindo contestações como o prolongamento de duas horas da votação, concedido pelo Ministro Cristiano Zanin, do STF. Sobre isso, convém salientar alguns fatos: tanto a equipe de campanha de Lula solicitou tal prorrogação de tempo, assim como a equipe de Flávio Bolsonaro. Uma medida atabalhoada, uma vez que as urnas encerram suas operações às 17 horas. Tínhamos uma curiosidade acerca de quantos eleitores teriam votado neste intervalo de tempo: exatos 35.521 eleitores. Um escore irrisório para se pedir uma anulação de uma eleição, pois Lula venceu com uma diferença de 4,4 milhões de votos. O Ministro Kássio Nunes Marques, do TSE, deu uma declaração desmentindo categoricamente que a equipe jurídica do PL tenha sido expulsa da sala cofre da apuração. Há várias fatores que determinaram esta vitória histórica de Lula. A mobilização das ruas acreditamos que tenha sido o fator mais determinante, posto que estamos tratando aqui de uma cruzada cívica contra um retrocesso político que poderia advir com a volta do bolsonarismo ao poder. Não há como deixar de registrar, igualmente, a estratégia do general André Janones, que não deve ter se limitado às redes sociais. Tecnicamente, alguns fatores relacionados diretamente à dinâmica dessas eleições, ou seja, aquilo que o cientista político Felipe Nunes classificou de "alienação eleitoral", ou seja, maior presença nas urnas, menos votos brancos ou nulos, etc.

