Análise

Lula é favorecido com a queda das abstenções no segundo turno?

Por Equipe de Redação do Contexto Político · 17 de outubro de 2026

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Lula e Flávio Bolsonaro/Carta Capital
Lula e Flávio Bolsonaro/Carta Capital

Nós só temos uma certeza quando um candidato não se sai muito bem nas urnas. O bode expiatório é sempre o marqueteiro. Foi assim com Sidônio Palmeira, substituído por outros nomes como estrategistas da campanha de Lula neste segundo turno. Não faz muito tempo, comentávamos por aqui acerca da estratégia adotada pelo candidato, sugerindo eventuais correções de rota. Hoje, 17, a coluna Diário do Poder traz uma informação importantíssima acerca do foco da campanha do petista em relação ao alto índice de abstenções no primeiro turno das eleições. Supõe-se, em princípio, que esta fato pode ter sido determinante para Lula não ter conseguido vencer Flávio Bolsonaro naquele momento. Então, diante deste raciocínio, estão jogando toda a carga numa estratégia para diminuir sensivelmente essas abstenções no segundo turno. É claro que a estratégia do petista não foca apenas nisso, mas este é um dos motes. O diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, afirma, no entanto, que, considerando-se algumas variáveis, o tiro pode sair pela culatra, ou seja, a diminuição das abstenções pode, infelizmente, favorecer o candidato Flávio Bolsonaro. Segundo Hidalgo, os números indicam que regiões como a região Sudeste, onde Flávio esteve melhor, apresentou índices de abstenções superiores, por exemplo, ao Nordeste. O Nordeste, aliás, foi a região com os menores índices de abstenções. Numa outra avaliação, porém, chegou-se à conclusão de que aquele eleitor que ausentou-se das urnas no primeiro turno possuía um menor escore de formação formal, talvez mais identificado com a candidatura de Lula. São várias abordagens, mas convém ficar atentos a elas. No dia 25 vamos ficar sabendo quem tinha razão, afinal.

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