As sanções contra o algoritmo
Por Equipe de Redação do Contexto Político · 21 de outubro de 2026

Autoridades da Justiça Eleitoral, advogados da campanha de Flávio Bolsonaro e da campanha de Lula estão agendando reuniões no sentido de analisarem o que pode estar ocorrendo em relação às preferências eleitorais deste tal de algoritmo. Este é um assunto dos mais complexos. Em princípio, tratava-se de eventuais equívocos técnicos cometidos pela Meta em relação à campanha do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Agora é a vez da campanha de Flávio Bolsonaro alegar problemas também com o algoritmo do Google. Já perdemos as contas de quantos cursos realizamos para entender como funciona esses mecanismos internas dessas plataformas, ou seja, que variáveis determinam se um conteúdo vai ser entregue e em que proporção. Postagens nossas, em tráfego orgânico, já atingiram 140 mil visualizações. Pelo tráfego pago, no entanto, esses números ficaram bem aquém. Existe um tal leilão que prioriza pelo capital investido na campanha, a qualidade do criativo, o perfil do seu negócio, as regras internas da plataforma, etc. O algoritmo, no final e ao cabo, precisa ir com a "cara" do teu anúncio. Assim, embora estejamos tratando aqui de tráfego pago, existem critérios internos que podem determinar o sucesso ou o fracasso de uma campanha. Quando você se familiariza com a dinâmica do leilão, aparece este tal do andrômeda, que é outro mistério. Lula investiu horrores na Meta. Num determinado momento, o Governo Lula tornou-se o maior anunciante da plataforma. Tem toda a razão em estar cobrando pela entrega desse material de campanha. Na realidade, não se trata apenas de material de campanha, mas publicidade institucional. O problema é antigo. Nas eleições passadas enfrentamos o mesmo problema, sem que se chegássemos a um dado concreto sobre o ocorrido. Uma espécie da auditoria independente ou conselho consultivo da plataforma Meta admitiu que problemas "técnicos" podem realmente ter prejudicado a campanha de Lula em algum momento.


