Brasil

Os descaminhos de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos

Por Equipe de Redação do Contexto Político · 29 de outubro de 2026

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Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos
Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos

Amplos segmentos da direita brasileira rejeitavam o nome de Flávio Bolsonaro como representante desse segmento conservador para concorrer à Presidência da República. O capital político de Jair Bolsonaro, mesmo cumprindo prisão domiciliar, foi suficiente para consolidar o seu nome como candidato. Já havia um nome até verificado, como era o caso do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que acabou concorrendo à reeleição. Esses setores sabiam do despreparo do senador para concorrer ao mais alto cargo do nosso Executivo. Ontem, nos Estados Unidos, se encontra foragido, ele deu mais uma prova insofismável de que a democracia representativa não se enquadra no figurino do herdeiro do bolsonarismo. Seu discurso caiu no vazio, não levando seus apoiadores mais diretos a encamparem suas teses estapafúrdias. Alfredo Gaspar, que foi seu vice, Rogério Marinho, coordenador de campanha, o pastor Silas Malafaia, Tarcísio de Freitas, reconhecem a lisura do pleito de outubro, entendendo que é o momento para traçar os planos dentro do escopo das regras estabelecidas por uma democracia, que prevê a saudável alternância de poder. Como Lula já está entrando para o seu quarto mandado, o termo "rodízio" até que cairia bem. Mas isso é apenas uma brincadeira. Por falar em reconhecimento, de alguma forma, o presidente americano, Donald Trump, fez questão de afirmar também não endossa essas sandices. Os bolsonaristas sofrem de uma síndrome da perseguição. Só pode ser. A carta ou manifesto escrito - e reescrito - usava a expressão: Estados Unidos do Brazil, bem ao gosto de pessoas que não dão a mínima para a nossa soberania. Nas eleições brasileiras, depois de uma decisão do Ministro Cristiano Zanin, que prorrogou por duas horas o encerramento do pleito, apenas 34 mil votos foram computados. Lula venceu Flávio por mais de 4 milhões de votos. Os próprios bolsonaristas também solicitaram a prorrogação do horário de encerramento, alegando outros motivos que não os ônibus retidos nas garagens. Ainda bem que Donald Trump, por algum motivo, não está embarcando nessa narrativa medonha.

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