Brasil

O treinamento de Flávio Bolsonaro

Por Equipe de Redação do Contexto Político · 22 de outubro de 2026

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Flávio Bolsonaro em campanha
Flávio Bolsonaro em campanha

A rigor, não dá para cravar um vencedor do debate da Band. Amanhã, sexta-feira, é a vez do debate organizado pelo Rede Globo de Televisão. O último debate do certame e, portanto, definitivo. O grave tropeço ali pode até mudar o rumo das eleições. Há um consenso de que faltou propostas de governo no debate da Band. Acusações de parte a parte entre os candidatos deram a tônica do encontro, sugerindo, como fez o cientista político pernambucano, uma luta livre. Lula, como se sabe, é meio teimoso. Confia muito na sua oratória pessoal e na intuição. O suposto nervosismo de Sidônio Palmeira no debate da Band talvez seja explicado em razão do perfil do presidente Lula. Sidônio, como preparador, sofreu algumas críticas de outros integrantes do staff de campanha do presidente. Diante dessas circunstâncias, sabe-se lá como Lula vem se preparando para o debate de amanhã. Por outro lado, há uma intensa motivação entre os assessores e marqueteiros de campanha do senhor Flávio Bolsonaro. Se Lula, com 80 anos de experiência de palco precisa rever alguns pontos, imagina a situação de um novato. A tecla é sempre tocar no aspecto propositivo, o que, em princípio, pode não ser uma alternativa absolutamente segura, uma vez que, conforme afirmamos pela manhã, Flávio não conhece quase nada da máquina pública. Se o grupo de Lula fosse mais esperto não tocaria nessa questão de quebra de sigilo, mas insistiria com questões relativas à gestão da máquina. Perguntinhas simples poderia fazer uma enorme diferença. Segundo foi informado, o senador Rogério Marinho, coordenador de campanha, teria aconselhado a Flávio a ser mais incisivo em suas respostas ao oponente. Tudo bem desde que se saiba sobre o que está se falando. Para completar o time, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deixou seus afazeres no Palácio Bandeirantes para ir à Brasília ajudar o treinamento do candidato. A crescente influência do coach Pablo Marçal no comportamento de Flávio está sendo relativizada. Aquela técnica de ficar por trás fazendo gestos, a mesma adotada por Donald Trump, nos Estados Unidos, está sendo reavaliada. Até porque, como se sabe, Sidônio Palmeira já teria um "remédio" para o fungado no cangote.

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