O relho autoritário
Por Equipe de Redação do Contexto Político · 15 de outubro de 2026

Estávamos há pouco lendo um texto produzido por um escritor conhecido, autor de biografias, onde ele se refere às eventuais consequências de o país voltar a conviver com um governo de perfil autoritário. Escritores gostam muito de imagem e ele não foge à regra. A imagem que ele usa é a de uma deputada federal recentemente eleita pelo estado de Santa Catarina, que aparece num evento de campanha de Flávio Bolsonaro portanto um chicote, com direito às inevitáveis performances. A partir dessa imagem o autor começa a refletir acerca dos atores políticos que deverão serem penalizados numa eventual volta do bolsonarismo ao poder. A lista é enorme. Vai desde militares que não aderiram às aventuras autoritárias até aos artistas que, sistematicamente, emprestam solidariedade a apoio ao presidente Lula. Não haveria critério, apenas os limites impostos às canetadas, ou seja, algumas decisões precisariam do apoio de outros poderes, o que hoje já se sabe que não seria uma tarefa assim tão complicada, uma vez que eles são maioria nas duas Casas Legislativas. Hoje pela manhã, no bojo, de uma discussão sobre o fim da escala 6X1, estávamos lembrando como eram tratados os operários ou desafetos de uma grande indústria têxtil de Pernambuco. As surras de relhos eram bastante comuns, aplicadas por sua milícia armada nas matas da propriedade.


