Brasil

O decretaço de Flávio Bolsonaro

Por Equipe de Redação do Contexto Político · 22 de outubro de 2026

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Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

O candidato Flávio Bolsonaro não conhece nada da máquina pública brasileira. Ainda não temos dados precisos sobre o número exato dos cargos de confiança, os chamados DAS, hoje no Brasil, mas, sinceramente, não podemos acreditar que apenas Lula tenha criado mais de 20 mil desses cargos. Há alguns anos, quando discutíamos o assunto, já considerávamos um número bastante elevado. No Governo Lula três foram observados alguns procedimentos de natureza pouco republicana, como o acúmulo dos proventos do cargo acrescidos dos jetons nos conselhos de empresas privadas ou estatais. Essa é uma prática antiga, que a esquerda poderia ter corrigido. Não o fez. À época, por exemplo, se discutiu que o procedimento atendia a interesses meramente fisiológicos, pois, não raro, pessoas sem nenhum conhecimento técnico ocupavam os conselhos dessas empresas. Indicavam-se pessoas da área de cultura para empresas de mineração, por exemplo. Pelo andar da carruagem política, Flávio não conhece sequer o governo do pai, Jair Bolsonaro, que "militarizou" a burocracia pública. Não conhecemos medidas para reduzir esses cargos durante o seu governo. Mesmo ainda sem dados precisos, arriscamos a dizer que ele errou a conta. Ontem surgiu uma notícia preocupante - mais uma - acerca de um possível "decretaço" que ele estaria disposto a executar no primeiro momento que sentasse na cadeira do Palácio do Planalto. As informações foram obtidas por jornalistas do Correio, a partir de diálogos com seus assessores. Seriam um total de 200, a maioria relacionada à Legislação Trabalhista, inclusive à escala 6X1. A primeira fase de um eventual governo Flávio Bolsonaro teria tudo para reproduzir os primeiros momentos do governo Trump, nos Estados Unidos, onde ele aparecia sempre de posse de uma caneta, assinando decretos disso e aquilo, quase sempre revogando medidas do governo anterior.

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