Brasil

Lula é reeleito com 51,57% dos votos válidos

Por Equipe de Redação do Contexto Político · 26 de outubro de 2026

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Lula com apoiadores
Lula com apoiadores

Escrevemos um texto pela manhã, logo após termos votado, onde externávamos nossa apreensão sobre o resultado dessas eleições. Dezenas de pesquisas de intenções de voto foram publicadas, onde, o candidato Flávio Bolsonaro aparecia sempre à frente. Apenas um instituto apontava a liderança de Lula sobre o oponente. Impressionante isso. Tecnicamente falando, vale a ponderação do cientista político Felipe Nunes, do Instituto Quaest, que lançou luzes acerca da possibilidade de uma reviravolta de Lula, uma vez satisfeita algumas condições, como a migração de votos dos candidatos que não passaram ao segundo turno para Lula; a diminuição das abstenções, votos brancos e nulos. Era o que ele denominava de alienação eleitoral. Há uma cena que ocorreu na Bahia que ficará marcada como emblema desta situação. Um cidadão aparece carregando uma senhora nos braços para o local de votação. Ele grita para uma trupe de petistas: "Agora eu quero ver o Lula não ganhar." Um outro fato que deve ser considerado está relacionado à mobilização de amplos setores progressistas da sociedade civil, principalmente entre professores universitários e estudantes. Há um deles que admiramos muito. Aprendemos muito com ele durante a pandemia, quando realizamos vários cursos livres. Hoje, logo cedinho, o Instagram estava nos convidando para ouvi-lo. Ontem à noite, igualmente. Ele não para. Não poderíamos deixar de mencionar aqui o famoso exército de militantes mobilizados pelo general André Janones. Em linhas gerais, de acordo com os "institutos", a rejeição ao petismo era maior do que ao bolsonarismo, ou seja, o número de eleitores que estariam dispostos a votarem em Flávio Bolsonaro para evitar o continuísmo do PT era maior do que aqueles eleitores que votariam no PT para impedir uma volta do bolsonarismo. O ponto fulcral é que o bolsonarismo, nas linhas e entrelinhas deixava claro o seu modelo de gestão, com ameaças à nossa soberania, flertes autoritários, mudanças constitucionais, subtração de direitos. O recado da reeleição de Lula foi uma rejeição a um novo retrocesso político e civilizatório.

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