Grande mobilização de Lula em Copacabana
Por Equipe de Redação do Contexto Político · 24 de outubro de 2026

Hoje, 24, enquanto as novas pesquisas ainda apontam uma ligeira vantagem numérica do candidato Flávio Bolsonaro sobre Lula, o petista encontra-se com apoiadores em Copacabana, tradicional reduto do adversário. Deve reunir uma multidão de apoiadores, uma vez que o campo progressista voltou a ganhar as ruas, hoje principalmente mobilizados pelo general André Janones, que conta com um exército que já supera os 10 milhões de soldados. Atento a eventos de última hora, o TSE determinou que a Meta monitore as postagens de Nikolas Ferreira e Pablo Marçal nas redes sociais a ela vinculadas. Faz todo sentido esse cuidado na reta final de campanha. Sabe-se lá as bombas que podem ser acionadas até o dia de amanhã. Somete entre ontem e hoje, 17 novas pesquisas de intenção de voto devem ser divulgadas. Já deixamos de acompanha-las por não revelar grandes novidades. Aguardo, ainda, a do Instituto Paraná Pesquisas, instituto com um alto índice de acertos, que, talvez possa trazer algo diferente. A despeito da mobilização do exército de voluntários, a situação de Lula não é boa. A do país pior ainda, pois corremos o risco de um retrocesso. Os assessores mais diretos, como Camilo Santana e Rafael Fonteles, chegaram a comemorar uma "virada", que só aparece para consumo interno. Intuitivamente, em alguns momentos, o próprio Lula deixa transparecer que continua na luta, mas reconhece as dificuldades. Assinou recentemente um decreto, onde, num ato falho, declarou que talvez fosse o último que assinava. Alguns flancos foram relaxados, o que permitiu uma nova alavancagem do bolsonarismo. Era isso que precisava ter sido evitado. O monstro da lagoa pode voltar a emergir. Precisávamos ter avançado mais na democracia substantiva, aquela que poderia auferir a ele melhores índices de popularidade e, consequentemente, melhores condições de competitividade. Lula chegou a considerar que seria fácil vencer Flávio Bolsonaro. Em política, equívocos de avaliação podem ficar muito caro. Por outro lado, ele já tinha cumprido sua missão com o país. As novas lideranças da esquerda, neste momento, já deveriam reunir as condições efetivas de substitui-lo. Lula errou em não ter preparados sucessores.


