Cultura

Festival gastronômico Igaramangue

Por Equipe de Redação do Contexto Político · 14 de outubro de 2026

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Comunidade de Cuieiras, blog Dellas, Terezinha Nunes
Comunidade de Cuieiras, blog Dellas, Terezinha Nunes

Recentemente concluímos mais um texto literário abordando uma temática da Região da Mata Norte do estado, o romance Nas Marés de Malunguinho. Não é a primeira vez que nos debruçamos sobre o assunto. No nosso primeiro romance, vencedor do Prêmio José Lins do Rego de Literatura, tínhamos como um dos propósitos abordar um fato abominável ocorrido na Comunidade Quilombola de Cuieira, em Igarassu, na década de 40, durante a vigência da ditadura do Estado Novo, onde ocorreu um verdadeiro massacre atingindo os moradores locais, identificados com as religiões de matriz africana, que tiveram suas casas invadidas, foram espancados e mortos por forças policiais. Por algum motivo, esquecemos de abordar o tema, impondo-nos a necessidade de proceder alguns ajustes no texto apenas para inserir tal discussão e chamar atenção do público sobre o episódio repulsivo ali ocorrido. 

Afinal de contas, estamos tratando de um cientista político que resolveu fazer literatura. Não tem sido fácil conciliar essas duas condições, pois os nossos textos acabam ficando ensaísticos demais, disputando com a narrativa strictu sensu literária. O mesmo ocorre com o romance Nas Marés de Maluguinho, onde a História do Quilombo do Catucá assume uma dimensão gigantesca no livro. Bom para os historiadores, antropólogos, sociólogos mas talvez menos interessante para os leitores mais identificados com a trama da narrativa literária propriamente dita. Existe uma regra para isso, mas, quase sempre, não a respeitamos. Mais de quatro páginas de descrições pode cansar os leitores. Hoje nos dedicamos à revisão de um texto sobre as Heroínas de Tejucupapo, que também trata de uma temática relativa às Comunidades Quilombolas de Tejucupapo e São Lourenço. 

Hoje, ao abrir as páginas do nosso Jornal do Commércio, deu água na boca as menções às iguarias gastronômicas que estão sendo servidas e avaliadas no Festival Gastronômico de IgaraMangue. Em nossas andanças por aquelas bandas do nosso litoral, já experimentamos de muita coisa, como uma linguiça de peixe servida na praia de Pontas de Pedra, os Guaiamuns do Buraco da Gia, a Comida de Santo, no terreiro de Umbanda de mãe Nininha, assim como a mariscada, que era o prato preferido de João Ubaldo Ribeiro, em sua Itaparica. Essas comidas, quase sempre preparadas com algum fruto do mar, são realmente uma delícia. Em Maceió é servido um sururu de capote que fazia a alegria de Jorge Amado quando estava por aquelas bandas. Neste rol, podemos incluir, certamente, a fritada de aratu, de Patrícia Maria, que participa do festival. 

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