Brasil

A virada de Lula

Por Equipe de Redação do Contexto Político · 25 de outubro de 2026

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Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva

Ontem, 24, saíram duas pesquisas desanimadoras para a campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Tanto a Datafolha quanto a GERP dão vantagem ao candidato Flávio Bolsonaro. O GERP tem um histórico de acertos e o Datafolha uma longa expertise na realização de pesquisas eleitorais. Neste quesito, antiguidade também tem o seu peso. Hoje as editorias dos principais sites de política se dedicaram a analisar as condições em que o petista poderia ameaçar a eleição do bolsonarista Flávio Bolsonaro. Neste sentido as ponderações do cientista político Felipe Nunes, do Quaest, convergem com as observações desses sites. Que nos perdoem os petistas, trata-se de uma missão quase impossível. Lula teria que amealhar um percentual expressivo de votos daqueles candidatos que não conseguiram passar para o segundo turno; as abstenções teriam que cair sensivelmente, mesmo quando alguns analistas consideram tal queda das abstenções também poderia favorecer Flávio; diminuir os votos brancos e nulos. Em linhas gerais, ao unir todas essas variáveis, é o que Felipe Nunes denomina de "alienação eleitoral". Na realidade, muito mais do que uma vitória de Flávio Bolsonaro, estamos tratando aqui de uma derrota do petismo. O percentual de eleitores que estão votando em Flávio Bolsonaro para "se livrar" do PT é maior do que o percentual de eleitores que estão votando em Lula para não permitir a volta do bolsonarismo. Lula está perdendo para ele mesmo. Seus índices de avaliação conseguiram melhorar um pouco quando já era tarde demais. A rejeição alta está impedindo a continuidade do PT no Palácio do Planalto.

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